Diretor-geral Sandoval Feitosa destaca armazenamento de energia, resiliência das redes e investimentos no setor elétrico.

A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) participou, nesta quinta-feira (13), de dois painéis na COP 30, onde o diretor-geral Sandoval Feitosa abordou desafios da transição energética, a importância dos sistemas de armazenamento e a necessidade de redes mais resilientes diante de eventos climáticos extremos.
A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) marcou presença na COP 30 ao integrar debates com especialistas do setor elétrico, representantes de empresas e instituições nacionais e internacionais. Durante o painel “WEG – BESS: o elo principal para a Transição Energética”, o diretor-geral da Agência, Sandoval Feitosa, destacou o papel estratégico dos sistemas de armazenamento de energia na modernização do sistema elétrico brasileiro.
Feitosa ressaltou que a expansão dessas tecnologias deve ocorrer com planejamento e eficiência. “Não se trata apenas de instalar baterias de forma massiva, mas de compreender como essa integração deve ocorrer para garantir eficiência”, afirmou. Ele explicou que soluções como os sistemas BESS precisam estar associadas a sinais adequados de preço, estimulando o consumo em períodos de maior disponibilidade de energia renovável.
O diretor-geral também chamou atenção para a atualização tarifária como um dos pilares para a sustentabilidade da operação. Segundo ele, ignorar esse ajuste pode comprometer a segurança do sistema. “A atualização das tarifas é essencial para assegurar a sustentabilidade operacional da rede”, alertou.
No painel “Energia verde, futuro verde”, Feitosa voltou a enfatizar a urgência de fortalecer a resiliência das redes diante do aumento de eventos climáticos extremos. Ele citou a tragédia climática no Rio Grande do Sul como exemplo da pressão crescente sobre infraestruturas críticas. De acordo com o diretor-geral, a ANEEL tem trabalhado no aprimoramento de normas para que as distribuidoras estejam mais preparadas para responder rapidamente a situações severas. “Eventos climáticos extremos reforçam a necessidade de redes mais preparadas e de uma gestão eficiente para assegurar o fornecimento de energia”, afirmou.
Feitosa também destacou que os investimentos em transmissão têm sido determinantes para fortalecer a infraestrutura elétrica. Ele lembrou que os leilões coordenados pela Agência projetam mais de R$ 3 bilhões em investimentos até 2026, voltados à expansão e modernização da rede, além da integração de novas tecnologias.
