Mais de 513 mil usinas foram implantadas até julho, beneficiando quase 1 milhão de unidades consumidoras

A micro e minigeração distribuída (MMGD) no Brasil registrou expansão expressiva em 2025, superando a marca de 5,29 gigawatts (GW) de potência instalada entre janeiro e julho. No período, 513.321 novos sistemas entraram em operação, beneficiando 928.480 unidades consumidoras, das quais 663.469 são residenciais. Os dados são do painel interativo da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), que consolida informações enviadas pelas distribuidoras.
Somente em julho, foram instalados 48.511 usinas solares fotovoltaicas e uma termelétrica a biogás em Guarabira (PB), somando 520,13 megawatts (MW) de potência. Pela MMGD, consumidores geram energia a partir de fontes renováveis ou cogeração qualificada e injetam o excedente na rede de distribuição. Esse saldo é convertido em créditos para uso posterior, conforme as regras do Sistema de Compensação de Energia Elétrica (SCEE).
São Paulo lidera expansão; Minas Gerais e Mato Grosso se destacam
Em 2025, São Paulo foi o estado com maior crescimento da MMGD, com 83.684 novas usinas e 673,80 MW adicionados. Minas Gerais aparece em segundo lugar em potência, com 562,33 MW, seguido do Mato Grosso, com 442,09 MW. Em número de instalações, Minas Gerais ficou em segundo, com 45.736 sistemas, e o Paraná em terceiro, com 35.862 novas unidades.
Brasil soma 42,3 GW de potência total em MMGD
Até 31 de julho, o país possuía 3,77 milhões de sistemas conectados à rede de distribuição, reunindo 42,28 GW de potência instalada. A classe residencial responde por cerca de 80% das usinas, seguida pelo comércio (9,91%) e pelo setor rural (8,64%).
Diferença entre geração centralizada e MMGD
A ANEEL não soma a potência da geração centralizada à da MMGD por conta do uso distinto da energia. Na geração centralizada — como hidrelétricas, termelétricas e grandes parques solares — a produção é comercializada na Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), tanto no Ambiente de Contratação Regulada (ACR) quanto no Ambiente de Contratação Livre (ACL), incluindo Autoprodutores de Energia Elétrica (APE).
Já na micro e minigeração distribuída, a energia é consumida prioritariamente pelo próprio gerador e por unidades consumidoras vinculadas a ele, com compensação do excedente na fatura de energia.
