Brasil adiciona 4,2 GW à capacidade instalada em 2025; 84% da geração em operação já é de fonte renovável

A expansão da matriz elétrica brasileira em julho de 2025 foi impulsionada, principalmente, por usinas solares e eólicas. Segundo dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), o mês marcou a entrada em operação de quatro empreendimentos de geração de energia: três usinas eólicas, somando 61 MW, e uma solar fotovoltaica, com 45 MW de potência instalada.
Com os dados acumulados até julho, o crescimento da capacidade total em 2025 já chega a 4.211,13 megawatts (MW). A maior parte desse avanço (57,66%) se deve à entrada de 11 novas usinas termelétricas, responsáveis por 2.428,05 MW. Entre elas, destaca-se a UTE GNA II, no Rio de Janeiro, que iniciou suas operações em maio com 1,7 gigawatt (GW) de potência instalada.
Além das termelétricas, a expansão do setor elétrico no ano inclui a entrada em operação de:
- 27 usinas eólicas (898,90 MW);
- 18 usinas solares fotovoltaicas (783,63 MW);
- 6 pequenas centrais hidrelétricas – PCHs (95,85 MW);
- 2 centrais geradoras hidrelétricas – CGHs (4,70 MW).
No acumulado de janeiro a julho, 14 estados brasileiros receberam novas usinas comerciais. Os destaques são:
- Rio de Janeiro: 1.672,60 MW;
- Bahia: 687,70 MW;
- Minas Gerais: 553,25 MW.
Em junho, Minas Gerais liderou o crescimento mensal com 45 MW oriundos do parque solar Pedro Leopoldo I. O segundo maior avanço foi no Ceará, com 40 MW provenientes da usina eólica Kairós Wind 6.
Mais de 3 GW em operação em teste
Ao final de julho, 88 usinas estavam em operação em teste, totalizando 3.063 MW. A lista inclui:
- 45 usinas eólicas;
- 33 usinas solares fotovoltaicas;
- 6 termelétricas;
- 2 PCHs;
- 1 CGH;
- 1 usina hidrelétrica de grande porte.

Matriz elétrica brasileira supera 212 GW
Em 1º de agosto, o Brasil atingiu 212.649,17 MW de potência fiscalizada, segundo o Sistema de Informações de Geração da ANEEL (SIGA). Os dados, atualizados diariamente, refletem tanto usinas em operação quanto empreendimentos em construção com outorga vigente.
Desse total, 84,45% da potência instalada nacional já é proveniente de fontes renováveis, consolidando a tendência de transição energética no setor elétrico brasileiro.
