Uso de energia limpa nas residências brasileiras atinge 71,8%, aponta Balanço Energético Nacional

Dados do Balanço Energético Nacional de 2025 mostram que o setor residencial lidera o uso de fontes renováveis no Brasil, com destaque para a energia solar térmica.

Uso de energia limpa nas residências brasileiras atinge 71,8%, aponta Balanço Energético Nacional
Arte/ MME

O uso de energia limpa nas residências brasileiras alcançou 71,8% de participação na matriz energética do setor em 2024, segundo o Balanço Energético Nacional (BEN) 2025, divulgado pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), vinculada ao Ministério de Minas e Energia (MME). O resultado reforça o avanço do Brasil na transição para uma matriz mais limpa e sustentável.

Avanço da energia solar térmica

O relatório revela que o setor residencial foi responsável por quase 80% do consumo nacional de energia solar térmica no último ano. No setor comercial, essa fonte representou 17,4% do consumo energético, ocupando o segundo lugar no uso de fontes renováveis.

A indústria também apresentou crescimento: em 2024, a energia solar térmica respondeu por 3,1% do consumo industrial, indicando uma substituição gradual de fontes fósseis por alternativas renováveis.

Compromisso com a transição energética

Os dados mostram a crescente participação de fontes renováveis nos setores residencial, comercial e industrial, evidenciando o compromisso do país com a descarbonização e o fortalecimento da matriz energética limpa.

O BEN 2025, com informações consolidadas de 2024, foi divulgado em maio deste ano pelo MME e pela EPE.

Arte/ MME

O que é o Balanço Energético Nacional

Publicado anualmente ao final do primeiro semestre, o Balanço Energético Nacional reúne estatísticas sobre a oferta e o consumo de energia no Brasil, incluindo:

  • Extração de recursos energéticos primários
  • Conversão em formas secundárias
  • Importação e exportação
  • Distribuição e uso final de energia

Desde 2004, a EPE é responsável pela elaboração e divulgação do documento, em coordenação com o Ministério de Minas e Energia.