Migração para mercado livre de energia supera 13 mil em 2025 e indica maturidade do setor

CCEE registra crescimento de 26% nas adesões ao ambiente de contratação livre; expansão atinge todas as regiões do país e diversos setores da economia

Migração para mercado livre de energia supera 13 mil em 2025 e indica maturidade do setor

O número de consumidores que migraram para o mercado livre de energia no Brasil ultrapassou 13,8 mil no primeiro semestre de 2025, segundo balanço divulgado pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). O resultado representa um crescimento de 26% em relação ao mesmo período de 2024 e marca uma nova fase de consolidação do modelo no país.

O levantamento mostra que São Paulo lidera o ranking nacional, com 4.129 novas migrações no semestre, seguido por estados como Paraná, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. O Paraná se destacou pelo maior crescimento percentual, com alta de 135% no número de novos consumidores em comparação com o primeiro semestre de 2024.

A CCEE aponta que o movimento já não se restringe a regiões industrializadas ou grandes centros urbanos. Estados como Mato Grosso, Amazonas, Maranhão e Rondônia também registraram aumentos expressivos, demonstrando que a busca por mais competitividade e flexibilidade nos contratos de energia está espalhada de norte a sul do país.

Setores que lideram a migração

O setor de serviços encabeça as adesões em 2025, com mais de 4.400 novas unidades, crescimento de 64% frente ao mesmo período do ano anterior. Comércio, indústria alimentícia, saneamento e metalurgia também tiveram avanços significativos, reforçando o interesse do setor produtivo por previsibilidade e redução de custos com energia elétrica.

Tecnologia e modernização

Como entidade responsável por viabilizar, contabilizar e liquidar as operações do mercado de energia, a CCEE acompanha de perto o processo de abertura do setor. Em 1º de julho, a organização implementou a integração de APIs para automatizar processos, reduzir barreiras operacionais e facilitar a entrada de novos consumidores no ambiente de contratação livre.

A medida, segundo a Câmara, reforça seu compromisso com transparência, acessibilidade e sustentabilidade, garantindo que o crescimento do mercado ocorra de forma eficiente e segura.